segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Mundo é de quem se Atreve

É exatamente assim que tento levar a vida, olhando o lado bom das coisas. Sim, porque tudo tem um lado positivo, até a morte e a doença te ensinam algo bom que só com o tempo é que se consegue entender (ou não).
Esse texto mostra como podemos transformar um momento, supostamente triste, em algo feliz. Cabe a nós essa escolha.
Boa semana!
 Ale
Dona "Maria Jiló" é uma senhora de 92 anos,  miúda, e
tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está
toda  vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.

E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra  solução.

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio  dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em  direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho,  inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

Ela me  interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um  filhote de cachorrinho.

- Ah, eu adoro essas cortinas...
-  Dona "Maria Jiló", a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um  pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por  princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não  depende de  como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo  minha expectativa.

E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão  que tomo todo dia quando acordo.

Sabe, eu  posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho  em certas partes do meu corpo que não funcionam bem..
Ou posso  levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.  

- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem  autocontrole e todos podem aprender,  e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos afora, mas é  bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em  conseqüência, os sentimentos.

Calmamente ela continuou:

-  Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar  o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta  época da vida.  A velhice é como uma conta bancária: você só retira  aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte  de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada  por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda  continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida,  sábio é quem a simplifica. 


O mundo é de quem se atreve!

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